Alexandre Callari, cinéfilo compulsivo, assiste praticamente a um filme por dia e, de vez em quando, resolve compartilhar a experiência na seção Assistidos e Reassistidos.

"O Príncipe Guerreiro" (1982) | Rockarama

O Príncipe Guerreiro
The Beastmaster
Ano: 1982
Diretor: Don Coscarelli
Com: Marc Singer, Tanya Roberts

Classificação:

Outro filmaço da minha infância. Só gostaria de saber em que momento ele deixou de se chamar “O Senhor das Feras” para esse nome insosso que aparece no Imdb. Mas vamos lá.

Os melhores filmes de Espada e Feitiçaria foram feitos nos anos 1980 (mesmo com as limitações orçamentárias). Na década de 1990 alguma coisa ainda se salvava, mas, a partir dos anos 2000, é tudo horrível. Com Vin Diesel e Nicolas Cage fazendo filmes do gênero, já dá pra ter noção, né? Felizmente, existe “Game of Thrones” para nos salvar. E, antes que alguém reclame, “O Senhor dos Anéis” é Alta Fantasia – não Espada e Feitiçaria.

Nomenclaturas à parte, este filme só não ganha quatro estrelas por causa de duas cenas fracas – a invasão da pirâmide (a única efetivamente ruim) e o final, bem mal pensado pelo diretor. De resto, ele é ótimo.

O roteiro tem vários furos e, às vezes, vai para lugar nenhum, mas ao mesmo tempo, inclui a ideia de um bárbaro nacendo de uma vaca (e, por isso, ganha a capacidade de se comunicar com os animais)!!! Precisa dizer mais alguma coisa? Como se não bastasse, há cenas fortes como o sacrifício de uma criança, torturas de prisioneiros, a estrada com centenas de cadáveres putrefatos crucificados, as três bruxas gostosas e bizarras, e um monte de outras coisas bacanas.

Marc Singer é um franguinho – e baita canastrão – mas, ao contrário do Conan de Arnold, o roteiro abraça a canastrice dele, o que torna tudo interessante. A primeira cena em que ele encontra Tanya Roberts é impagável, assim como cada vez em que ele dá um sorriso debochado de lado.

Tanya poderia ter bem mais participação, mas, infelizmente, ela só está lá para ser linda e aparecer seminua. Anos depois, a atriz estouraria no papel de Sheena (baseada nas HQs) e nunca mais faria nada de destaque, exceto a mãe burra e gostosa de “That 70’s Show”.

Mas nenhuma atuação compromete; o figurino é bacana, assim como a maioria dos cenários e dos efeitos especiais e maquiagem. As coreografias são ruins, mas perdoáveis.

Um ponto interessante é que o diretor Coscarelli segue a mesma estrutura de quadrinhos bárbaros europeus, como “Taar” e “Thorgal”. Um clássico de seu tempo, e uma pena que o cinema nunca mais fará filmes assim.

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