Alexandre Callari, cinéfilo compulsivo, assiste praticamente a um filme por dia e, de vez em quando, resolve compartilhar a experiência na seção Assistidos e Reassistidos.

Crítica | Bingo: o Rei das Manhãs (2017) | Rockarama

Bingo: o Rei das Manhãs
Bingo: o Rei das Manhãs
Ano: 2017
Diretor: Daniel Rezende
Com: Vladimir Brichta, Leandra Leal

Classificação:

Quando anunciaram um filme baseado na vida de Arlindo Barreto, o ator que encarnou o Bozo no Brasil e o transformou num sucesso absoluto, fiquei bastante animado.

Por motivos que não competem a mim especular, a produtora decidiu fugir a qualquer menção à franquia norte-americana e alterou os nomes da maioria dos envolvidos, o que gera uma camada interessante por um lado (já que eles buscaram soluções criativas para driblar essas questões), mas, por outro, tira um pouco da graça. Há também certas liberdades tomadas em termos cronológicos (nem todas as datas parecem bater), assim como algumas forçadas de barra por parte do roteiro. O filme faz certos apelos emocionais baratos (com destaque para a relação pai/filho) e desenvolve pouco ou quase nada os coadjuvantes, então, para realmente curtir a experiência, é preciso relevar isso tudo. Após esses alertas, vamos aos pontos positivos.

Bingo é um filme bom, com uma direção muito boa, com uma atuação excepcional do protagonista. Sem brincadeira, o filme é o Vladimir de cabo a rabo. Uma entrega incrível por parte do ator, em especial na queda vertiginosa sofrida pelo personagem. Fica difícil desgrudar os olhos da magnética presença dele. No mais, é um filme competente de várias outras formas (os quesitos técnicos estão impecáveis, e há uma cena filmada com um drone que é matadora), engraçado e espirituoso.

Uma boa opção para nosso cinema, que costuma revolver temas recorrentes.

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