Therion: Christofer Johnsson diz que os EUA são horríveis para o tipo de música da banda

Em entrevista para o Skull Banger, vocalista e guitarrista do Therion comenta sobre o novo trabalho e planos para levá-lo para fora da Europa

Christofer Johnsson, a voz, guitarra e mente criativa do Therion | Foto: Mina Karadzic
Christofer Johnsson, a voz, guitarra e mente criativa do Therion | Foto: Mina Karadzic

Os suecos do Therion lançaram o novo trabalho, “Beloved Antichrist”, no dia 9 de fevereiro, pela Nuclear Blast. Atualmente em turnê pela Europa, em 11 de março a banda se apresentou em Bucareste, Romênia, e, na ocasião, Carla Morton, do Skull Banger, conversou com o vocalista e guitarrista Christofer Johnsson.

“Primeiro de tudo, não é realmente um álbum, é um musical”, observou Johnsson. “Você pode comprar muitos musicais em CD. Você pode comprar ‘Phantom Of The Opera’ em CD, mas não é de fato um álbum. Eu acho que é muito importante. Tive comentários muito bons, mas os poucos ruins, todos eram mal entendidos ao apontarem que fizemos um álbum de três horas de duração, o que não é verdade. Para a completa compreensão da obra, é necessário vê-la como um musical.”

A obra, hoje lançada, começou a ser concebida há 15 anos, de acordo com o músico: “O conceito remonta a 2003, quando eu queria fazer uma ópera clássica, fazendo isso com algum tipo de literatura clássica, pois é muito difícil criar uma história nova e muito boa. Eu queria fazer isso com ‘O Mestre e Margarita’, de Mikhail Bulgakov, mas percebi que essa história é complexa demais para uma ópera. Acabaria demandando uma série de quatro óperas, como “O Anel do Nibelungo”, de Richard Wagner. Pensei que era um pouco exagerado e busquei algo mais simples. Eu estava muito envolvido com a literatura russa e pensei que talvez ‘A Short Tale Of The Antichrist’ de Vladimir Solovyov, fosse bom. Foi assim que comecei a trabalhar com isso, mas depois percebi que a história não era muito boa para o teatro, então adaptamos muito. Nós mudamos personagens, o começo, o final e bastante o meio. Seria mais justo dizer que o trabalho é parcialmente baseado nele do que inspirado por ele. Poucas cenas, como três ou quatro, são exatamente iguais ao que está no livro. Existem alguns personagens que são exatamente como estão no livro, mas se você ler a obra original e assistir ao musical, não reconhecerá a maioria.”

E o músico também foi questionado sobre quando levará o Therion para fora da Europa na atual empreitada: “Vamos tocar na América do Norte. Faremos o México, El Salvador, Guatemala e Costa Rica. Eles são todos da América do Norte, mas não faremos shows nos EUA. É um país horrível para o nosso tipo de música. Lá funciona bastante para a música extrema, com bandas de death metal, mas o metal sinfônico é horrível. Não há mercado. É um país grande e você tem um número de pessoas que gostam disso, mas estão todas espalhadas. Acho que podemos fazer um, dois, talvez três shows nos EUA nos quais tenhamos um público de 500 pessoas. O resto será entre 50 e 200.”

Ouça a entrevista (em inglês) de Christopher Johnsson (Therion) no Skull Banger na íntegra:

Confira “Beloved Atichrist”, o novo trabalho do Therion:

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