Saxon e Armored Dawn: fazendo história em São Paulo

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Em apresentação única no país após cinco anos, grupo inglês entrega aos o que os fãs desejavam

Fotos: Leandro Anhelli

Saxon e Armored Dawn
03/05/2018, Tropical Butantã, São Paulo/SP

“O heavy metal se recusa a morrer antes de passar pelo Brasil.” Essa frase foi publicada em um jornal de grande circulação em São Paulo em 1996, quando da primeira vinda do Saxon ao nosso país. Naquela época, a grande mídia insistia na morte do metal. Pois bem, não só aquele show, realizado no antigo Palace, foi um sucesso, como todas as vezes em que os ingleses aportaram por aqui eles foram saudados com extremo entusiasmo por sua base fidelíssima de fãs. E a história se repetiu na última quinta-feira, 3 de maio, pois o Tropical Butantã recebeu um público imenso, que locupletou a casa. Não havia espaço para mais ninguém, inclusive na área dos camarotes.

Eduardo Parras (Armored Dawn) | Foto: Leandro Anhelli
Eduardo Parras (Armored Dawn) | Foto: Leandro Anhelli

A noite foi aberta pelo Armored Dawn, que fez um set competente tocando apenas músicas do segundo álbum, “Barbarians In Black” (2017), excelente trabalho lançado no exterior pela alemã AFM Records.

Eduardo Parras (vocal), Timo Kaarkoski e Tiago de Moura (guitarras), Fernando Giovannetti (baixo), Rafael Agostino (teclado e guitarra) e Rodrigo Oliveira (bateria) haviam, há poucos dias, cruzado o país com shows nos festivais Abril Pro Rock (Recife/PE) e Thorhammerfest (São Leopoldo/RS), e retornaram para casa na capital paulista para reencontrar os britânicos nos palcos. Saxon e Armored Dawn já haviam feito uma turnê muito bem-sucedida ao pela Europa no início desse ano. Mostraram-se muito à vontade no palco.

Com um som muito bem regulado pelo lendário técnico de som José “Heavy” Luís Carrato (Sepultura, Harppia, SP Metal), abriram com “Bloodstone”, seguida por “Chance to Live Again”, “Eyes Behind the Crow”, “Men of Odin”, “Survivor” e “Sail Away”. Esta última, uma balada bem conhecida pelo videoclipe que já ultrapassou mais de 240 mil visualizações no YouTube, merece destaque especial, já que foi dedicada ao recém-falecido produtor do sucessor de “Power of Warrior” (2016), o americano Kato Khandwala.

Rodrigo Oliveira (Armored Dawn) | Foto: Leandro Anhelli
Rodrigo Oliveira (Armored Dawn) | Foto: Leandro Anhelli

O set seguiu com “Gods of Metal”, “Barbarians in Black” e se encerrou com a faixa de abertura do segundo álbum, “Beware of the Dragon”.

Interessante notar que havia uma boa quantidade de seguidores da banda, dada a receptividade que obtiveram nas músicas e pela grande quantidade de camisetas que alguns fãs exibiam andando pela casa. O Armored Dawn é, sem dúvidas, um nome crescente no metal do Brasil e do mundo.

1. Intro
2. Bloodstone
3. Chance to Live Again
4. Eyes Behind the Crow
5. Men of Odin
6. Survivor
7. Sail Away
8. Gods of Metal
9. Barbarians In Black
10. Beware of the Dragon

Timo Kaarkoski (Armored Dawn) | Foto: Leandro Anhelli
Timo Kaarkoski (Armored Dawn) | Foto: Leandro Anhelli

Agora com o Tropical Butantã em sua lotação máxima, às 21h30 a intro “Olympus Rising” começou a soar nos PAs, até que Biff Byford (vocal), Paul Quinn e Doug Scarratt (guitarras), Nibbs Carter (baixo) e Nigel Glockler (bateria) entraram com tudo no palco com a faixa-título do mais recente álbum, “Thunderbolt”. Falar da qualidade do Saxon é chover no molhado, mas a voz de Biff Byford está com um drive que jamais teve, o que deixou as músicas ainda com mais pegada. Assim, seguiram com “Sacrifice” e mais uma do novo lançamento, “Nosferatu (The Vampire’s Waltz)”, que saiu em videoclipe em março último.

“Motorcycle Man” e “Strong Arm of the Law” foram os primeiros clássicos que emocionaram os fãs e tiveram seus refrãos cantados de forma efusiva. Como um grupo formado por veteranos demonstra tamanha energia no palco, mesmo após vir direto de um voo de San Antonio no Texas (EUA) para tocar no Brasil – como explicou Byford a certa altura do show –, é daqueles mistérios que só o heavy metal explica. Se a alma permanece jovem, a seguinte foi a “priestiana” “Battering Ram”, que surpreendeu em como soou bem ao vivo. Outro clássico veio na sequência, “Power & the Glory”, e então vieram mais duas do novo álbum, “Sniper” e “The Secret of Flight”.

Doug Scarratt e Biff Byford (Saxon) | Foto: Leandro Anhelli
Doug Scarratt e Biff Byford (Saxon) | Foto: Leandro Anhelli

Depois vieram “Dallas 1 PM” e “Never Surrender”, seguidas por dois grandes presentes aos brasileiros, já que Biff mudou o repertório e, pela primeira vez na turnê, a banda executou o cover matador de “Ride Like the Wind”, de Christopher Cross, e “Broken Heroes”, de “Innocence is no Excuse” (1985). Ambas foram efusivamente recebidas pela plateia, que cantou os refrãos a plenos pulmões.

Uma homenagem ao Motörhead, que sempre foi muito próximo do Saxon desde os anos 70, surgiu através de uma faixa que está no novo álbum. Por sinal, Byford declarou que já é o mais vendido desde “Crusader” e ordenou aos que ainda não possuem, que comprem, peguem emprestado, façam o download, pirateiem, mas que o tenham. Antes de “They Played Rock and Roll”, o vocalista ainda relembrou a primeira turnê da banda em 1979, realizada junto com o Motörhead. O tempero rock’n’roll agressivo, com o público gritando o nome de Lemmy ao final da performance, combinou com a sequência de clássicos com “And the Bands Played On” e “747 (Strangers in the Night)”, destacando a boa performance de Nigel Glockler.

Nigel Glockler (Saxon) | Foto: Leandro Anhelli
Nigel Glockler (Saxon) | Foto: Leandro Anhelli

A última do novo lançamento, “Sons of Odin”, foi brilhantemente emendada com a eterna “Crusader”, que arrepia os pelos e emociona fãs de todas as idades. Para fechar a primeira parte com a adrenalina alta veio a acelerada “Princess of the Night” e seu riff, que, em minha modesta opinião, está entre os melhores da história do rock.

Byfford, no alto de seus 67 anos de idade, veio para o bis perguntando se o público já estava cansado. Depois, agradeceu os presentes pela receptividade e abriu o primeiro bis veio a todo vapor com “Heavy Metal Thunder”, seguida pela não menos clássica “Wheels of Steel”, com a tradicional interação com os fãs.

A banda se retirou do palco novamente e, após o “Olé, olé, olé… Saxon! Saxon!” do público, retornou para o encerramento com “Denim and Leather”. Hoje, ninguém mais ousa dizer quer o heavy metal morreu ou morrerá e bandas como o Saxon e sua legião de fãs são a principal razão para isso. Ser unânime depois de um show para milhares de fãs de diferentes faixas etárias, vindos de diversos cantos do Brasil, é para poucos.

1. Thunderbolt
2. Sacrifice
3. Nosferatu (The Vampires Waltz)
4. Motorcycle Man
5. Strong Arm of the Law
6. Battering Ram
7. Power and the Glory
8. Sniper
9. The Secret of Flight
10. Dallas 1 PM
11. Never Surrender
12. Ride Like the Wind (cover Christopher Cross)
13. Broken Heroes
14. They Played Rock and Roll
15. And the Bands Played On
16. 747 (Strangers in the Night)
17. Sons of Odin
18. Crusader
19. Princess of the Night
20. Heavy Metal Thunder
21. Wheels of Steel
22. Denim and Leather

Paul Quinn (Saxon) | Foto: Leandro Anhelli
Paul Quinn (Saxon) | Foto: Leandro Anhelli
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