MX revela capa e título de novo álbum

Primeiro trabalho com músicas inéditas desde “The Last File” (2000) será lançado em março

MX promete músicas coesas, marcantes e diferentes entre si no novo trabalho | Foto: Ricardo Hirae
MX promete músicas coesas, marcantes e diferentes entre si no novo trabalho | Foto: Ricardo Hirae

A cultuada banda paulista de thrash metal MX, que recentemente deu uma prévia do novo álbum com o videoclipe “Fleeing Terror”, revelou mais detalhes sobre o primeiro de inéditas após a retomada das atividades em 2012 e o lançamento de “Re-Lapse” (2014), que trouxe regravações de seus clássicos.

Intitulado “A Circus Called Brazil”, o material tem lançamento previsto para março através da Shinigami Records. “O álbum basicamente foi gravado por mim e pelo Dumbo nas cordas, pois ele compôs a maioria das músicas e já estava preparado, com exceção dos solos que foram gravados pelo Décio”, conta Alexandre Cunha, vocalista e baterista. “Tivemos uma grande ajuda do responsável pela gravação, Tiago Hóspede, que também produziu o álbum de forma competente e que contribuiu bastante.”

Pelo título escolhido, a tônica recai sobre o personagem que representa o sofrido povo brasileiro, mas a arte da capa, de autoria do desenhista e escultor Cleyton Amorim, também volta a apresentar a figura de Simon. Trata-se do padre que aparece na capa do álbum de estreia, “Simoniacal”, lançado há trinta anos.

“As letras, em que tratamos de religião, política, guerras, problemas sociais e econômicos, entre outros temas, também tiveram evolução. A temática não mudou, mas a forma de retratar sim. A ideia de utilizar os quatro personagens retratados na capa surgiu quando sentimos que os pilares temáticos das letras ainda eram os mesmos e o grande afetado, como sempre, é o povo”, revela Cunha. “Claro, a ideia em utilizar Simon foi imediata, mas ele aparece com um status superior, que pode ser verificado pelas vestes utilizadas. Apesar de ser um católico, para nós ele representa todas as religiões que fazem o mal, enganam, matam, roubam, dominam, subjugam, induzem e geram guerras”, acrescenta o vocalista e baterista.

A história da escolha do título, porém, tem ligação com a décima faixa composta para o disco. “Ela surgiu quando Décio mostrou uns acordes, bases e alguns riffs que remetiam a algo circense. Na hora, apelidamos a música de ‘palhaço’ e assim ficou até o surgimento da ideia da capa e o nome do álbum”, recorda Cunha. “Escrevi a letra e a música ganhou o título ‘A Circus Called Brazil’; em seguida, dei a ideia de utilizá-lo como nome do álbum e todos gostaram.”

Para Cunha, a voz foi a maior evolução deste álbum do MX. “Além das músicas serem coesas, marcantes e diferentes entre si, é disparado o melhor trabalho que já realizei!”, analisa. “Além dos vocais, pela primeira vez criei a bateria por completo pensando num contexto geral, dediquei mais tempo na criação e o resultado é nítido”, completa.

Além disso, Cunha adianta que o álbum deverá contar com um ou dois bônus. “Acredito que talvez possa ser uma ou mais das gravações dos tributos ao Motörhead, Black Sabbath e AC/DC.”

Contando atualmente com Alexandre “Dumbo” Gonçalves (guitarra e vocal), Décio Jr. (guitarra), Alexandre “Morto” Favoretto (baixo e vocal) e Alexandre Cunha (vocal e bateria), o MX foi formado no ABC paulista em 1985, tendo em sua discografia os seguintes trabalhos: “Simoniacal” (1988), “Mental Slavery” (1989), “Again” (1997), “The Last File” (2000) e “Re-Lapse” (2014).

Veja o clipe de “Fleeing Terror”:

Capa de "A Circus Called Brazil"
Capa de "A Circus Called Brazil"
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