O Bazar dos Sonhos Ruins: diversão garantida no empório de Stephen King

Mais algumas histórias do maior da história

Stephen King: uma mente complexa aliada a um ritmo frenético de produção | Fotos: divulgação
Stephen King: uma mente complexa aliada a um ritmo frenético de produção | Fotos: divulgação

O ritmo de produção de Stephen King é mais assustador que todas as suas histórias. Se não estou errado, são 55 romances, 6 livros de contos e 4 coleções de novelas, sem contar as obras de não-ficção e roteiros. O cara é simplesmente uma máquina e seria normal que, com a passagem do tempo, ele errasse a mão. Só que (felizmente) isso ainda não aconteceu, o que assusta ainda mais.

O Bazar dos Sonhos Ruins

Agora em março, sai no Brasil (já disponível na versão do Kindle, da Amazon) mais uma coletânea de contos, intitulada “O Bazar dos Sonhos Ruins” (título original: “The Bazaar of Bad Dreams”). O livro foi lançado nos EUA em novembro do ano passado e como prefiro ler as histórias na língua original (se for em inglês, é claro), comprei imediatamente para me deliciar com os contos.

Logo, não sei como serão os títulos em português, mas isso não me impede de falar sobre alguns deles (afinal, são nada menos que 20).

O mais legal desse lançamento é que todas as histórias vêm com uma introdução do autor, explicando de onde veio a ideia para a história e como ele a desenvolveu. Isto dá um bom insight sobre o processo criativo de uma mente tão complexa quanto a de Stephen King.

O primeiro conto, “Mile 81”, é sobre uma van abandonada em um estacionamento no interior do Maine (como sempre). Difícil falar mais alguma coisa sem estragar a agradável (ou assustadora, como preferir) surpresa que a van guarda para os leitores. Basta dizer que muita coisa acontece até que o próprio veículo apareça na história.

“The Dune”, uma das melhores, fala sobre areias de uma praia que formam o nome de uma pessoa que irá morrer naquele dia. Seguindo a mesma linha, ainda mais legal e, talvez, a minha predileta, é “Obits”, que trata de um jornalista que escreve obituários de pessoas que ele não gosta e elas acabam morrendo.

A mais rock and roll de todas é “Bad Little Kid”. Esta foi a primeira vez que a história foi publicada em inglês – e, por conseguinte, é a primeira em português – tendo saído apenas em áudio em francês e alemão anteriormente. Inspirada pela versão dos Beatles, do grande clássico “Bad Boy” de Larry Williams (como curiosidade: ela foi lançada no álbum “Beatles VI” apenas no mercado americano; o resto do mundo foi ter acesso a ela muito depois, na coletânea “Past Masters Vol.1” e também foi regravada pelo HeadCat, projeto de Lemmy do Motörhead com Slim Jim Phantom do Stray Cats). O garotinho malvado é muito mais do que você imagina.

Stephen King é um grande fã de beisebol, assim como eu. Se você também for, vai delirar ao ler a fantástica “Blockade Billy”, que trata sobre um jogador bem especial. Mas se não for, vai gostar da história da mesma forma.

Ainda tem um kindle com poderes especiais (“Ur”), incursões do autor pela poesia (“The Bone Church”, “Tommy”), um olhar extremamente original para todas as formas de sexualidade (“Mister Yummy”), uma visão genial sobre a vida após a morte e reencarnação (“Afterlife”), um exorcismo diferente (“Little Green God of Agony”) e até uma competição de fogos de artifício (“Drunken Fireworks”).

Os contos vão prender sua atenção igual a um bom filme. É uma leitura agradável, empolgante e recompensadora… Como todos os livros de Mr. King.

O mestre do horror
O mestre do horror

A versão em inglês, disponível na Amazon do Brasil:

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