Glenn Hughes: “a voz do rock” voltar a empolgar em São Paulo

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Existem artistas sensacionais e existem lendas como o inglês conhecido como “The Voice of Rock”

Fotos: Keila Marques

Glenn Hughes
21/04/2018, Tropical Butantã, São Paulo/SP

Glenn Hughes, no alto de seus 66 anos de idade e com uma voz incomparável, apresentou um repertório impecável em sua tour “Classic Deep Purple Live”. Inédita em território brasileiro, trouxe músicas da época em que o músico integrou o Deep Purple, além de algumas surpresas que não poderiam ficar de fora. Porém, este retorno a São Paulo após a passagem em 2016, contou com um nível de show que o próprio Purple, com a formação atual, não conseguiria apresentar – pelo menos na parte vocal.

Glenn Hughes e Søren Andersen | Foto: Keila Marques
Glenn Hughes e Søren Andersen | Foto: Keila Marques

O Tropical Butantã estava lotado e o público, composto por fãs de diversas faixas etárias, esperou pela entrada de Hughes com entusiasmo até que veio “Stormbringer”, do álbum homônimo lançado em 1974 pelo Purple. Nela, o carismático Hughes, Jay Boe (órgão hammond e teclados), Søren Andersen (guitarra) e Fer Escobedo (bateria) entregaram o seu melhor ao vivo e receberam, com a mesma intensidade, a energia do público.

Bastante comunicativo, Hughes agradeceu a acolhida e emendou com “Might Just Take Your Life”, de “Burn” (1974), na qual Jay Boe brilhou tocando seu Hammond, órgão que foi eternizado pelo saudoso Jon Lord. “Sail Away”, também de “Burn”, continuou a noite em grande estilo para, em seguida, Andersen começar o riff de introdução de “Mistreated”. E, meu amigo, a casa veio abaixo na composição criada por Ritchie Blackmore e David Coverdale. “Não foram vocês que vieram aqui esta noite para me ver, fui eu quem veio para vê-los!”, declarou o empolgado Hughes.

Fer Escobedo (ao fundo), Glenn Hughes e Søren Andersen | Foto: Keila Marques
Fer Escobedo (ao fundo), Glenn Hughes e Søren Andersen | Foto: Keila Marques

“You Fool No One”, mais uma de “Burn”, contou com a banda apoiando nos backing vocals. Nela, tivemos espaço para solos individuais, começando pelo competente tecladista, que tocou trechos de diversas músicas em seu solo e mostrou por que foi escolhido como o tecladista oficial de Glenn Hughes.

Em seguida, foi Andersen quem apresentou seu momento solo, com excelente performance e feeling, finalizando com toda a banda tocando junto com ele. Após isso, veio um momento emocionante, com o solo do incrível baterista Fer Escobedo, músico revelação que, na noite anterior, se divertiu com seus companheiros no Manifesto Bar durante a festa “Viper Day”.

Glenn, por sua vez, comentou que Escobedo tem apenas 25 anos, é chileno, e que ele demorou cinco anos para achar este baterista, que agora é oficialmente um músico de sua banda. Segundo o vocalista e baixista, sonhos se realizam. Por sinal, a química e o respeito entre os integrantes foi demonstrada durante todo o show. E é nítido como isso deixa o espetáculo mais solto e natural.

Jay Boe e Glenn Hughes | Foto: Keila Marques
Jay Boe e Glenn Hughes | Foto: Keila Marques

A balada “This Time Around”, de “Come Taste the Band” (1975), foi marcante. Glenn ainda comentou que a compôs com o saudoso Jon Lord, completando dizendo que poderia se emocionar durante a apresentação (assim como todos os presentes).

O set continuou com outra balada, “Holy Man”, de “Stormbringer”, e “Gettin’ Tighter”, de “Come Taste the Band”, quando, de repente, o guitarrista brincou com o riff de “Smoke on the Water”. Claro, outro momento em que a casa veio abaixo, com todos cantando tudo em alto e bom som. A banda ainda encaixou um trecho de “Georgia on My Mind” e finalizou a clássica faixa de “Machine Head” (1972) com todos os fãs em estado de êxtase.

Sem perder muito tempo, continuaram com “You Keep on Moving”, de “Come Taste the Band”, para, então, Glenn Hughes se despedir do palco prometendo voltar no ano que vem. Não era só isso, claro. O bis veio com o roadie, Jimmy, assumindo o baixo e Mr. Hughes entrou com “Highway Star”, de “Machine Head”, em um dos momentos mais incríveis que este redator presenciou nos shows de rock nas últimas décadas. Glenn então reassumiu o baixo e finalizou em alta com “Burn”.

É, o “The Voice of Rock” realmente conseguiu aquecer a alma de todos os presentes. No final, clássicos eternos, com uma lenda à frente e uma competente banda de apoio ao seu lado, tornaram desta mais uma noite de rock inesquecível.

1. Stormbringer
2. Might Just Take Your Life
3. Sail Away
4. Mistreated
5. You Fool No One
6. This Time Around
7. Holy Man
8. Gettin’ Tighter
9. Smoke on the Water
10. You Keep on Moving
11. Highway Star
12. Burn

Glenn Hughes | Foto: Keila Marques
Glenn Hughes | Foto: Keila Marques
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